29.7.13

Cru




“ O tédio é o sangue que escorre das feridas temporais . “ – argumentas-te , interrompendo uma manhã de silêncio crua de Janeiro . Abraçámos as têmporas um ao outro sabendo que ambos repousámos sobre a melodia da ilusão. Desfigurei tua mente e alma , tornando-os fraco como tabaco .
E este relógio … do lado esquerdo da varanda … conta meticulosamente todos os segundos , enlouquecendo-nos .
Fazemos amor por entre caixas de pó que nos recordam dias sorridentes de dos velhos jovens .

Aconchego-me a ti murmurando - “ A ginástica da memória pura fere-me .  Talvez por não saber amar .”

21.7.13


Senti o teu escorregar por entre os meus dedos .

Sei-o hoje que as poeiras do amor ficam sempre encaixotadas na memória.