A chuva desliza sobre meus ombros
Recaindo numa poça de cristais
E tuas mãos mantêm-se fixas em minhas ancas
Tem palpitar afogado no fervor da noite
Tua língua desenha mil arabescos de volúpia
Rasgando-me o horizonte durante a madrugada
Amanhecer se coloca na janela
E pinta-se em tons bordados sobre tuas costas de fogo
Prendes-me o pescoço entre carícias de flores e
escreves em letra
miúda quantas linhas tens no coração .

