9.4.13

Arabescos




A chuva desliza sobre meus ombros
Recaindo numa poça de cristais

E tuas mãos mantêm-se fixas em minhas ancas
Tem palpitar afogado no fervor da noite

Tua língua desenha mil arabescos de volúpia
Rasgando-me o horizonte durante a madrugada


Amanhecer se coloca na janela
E pinta-se em tons bordados sobre tuas costas de fogo

Prendes-me o pescoço entre carícias de flores e
escreves  em letra miúda quantas linhas tens no coração .

8.3.13







Tinha saudades de ler teus poemas recostada num lago de chuva . E de seguida languir-me na língua que descreves , na maldição que profecias e oh ! – nas tuas mãos , em sempre reflectida nas tuas mãos !